segunda-feira, abril 10, 2006

Azeitonas Verdes

Era bom se pudessemos considerar os sonhos como uma segunda vida, um universo paralelo de segundas oportunidades em que viver não era melhor ou pior, mas simplesmente diferente. A confusão, os acontecimentos completamente descabidos e as personagens fantásticas bem como a realidade de um espaço sem barreiras, um mar de possibilidades. Há quem diga que sonhar é perspectivar as coisas que nos perturbam no dia-a-dia e que por vezes nem sequer damos conta, de uma forma segura, protegidos pela simbologia misteriosa que nem acordados conseguimos decifrar. Eu cá acho-lhe graça, acho graça que a mixórdia que me passa pela cabeça quando estou a dormir, muitas vezes daria um bom argumento de filme. No entanto, mesmo que consiga repetir para mim as passagens mais significativas do sonho imediatamente depois de acordar, à medida que o tempo passa, a descrição torna-se cada vez mais lacunar e são fracções de segundo de cenas vividas que consigo recordar. Se calhar, são essas as cenas que preciso de descodificar para descobrir aquilo que na realidade me incomoda. Do sonho de hoje ficou-me gravado na memoria um cumprimento com alguém que transportava azeitonas verdes nas mãos e me olhava como quem sabes bem o que isto significa, livra-te de falar.

1 Comments:

At 11:49 da tarde, Blogger Diana said...

Confesso que estava à espera do post "visão pobrezinha do que o amor é", mas até gostei da última ideia do texto. Sai um "lol"!

 

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